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29 de abr de 2008

TODOS OS RITMOS SERVEM PARA LOUVAR A DEUS?


Este artigo não se propõe a fornecer uma resposta pronta para esta polêmica indagação, mas levantar um questionamento entre pastores, líderes, mocidade e igreja como um todo, no sentido de buscar a restauração de um louvor espiritual e sadio que possa expressar de forma santa e coerente o nosso amor e gratidão a Deus e as suas maravilhas.
Aqui apresento de forma sucinta o esboço de um estudo trazido à mocidade de nossa congregação, em face da apreciação desta às novidades rítmicas no louvor, especialmente do chamado rock cristão.
Quando falamos de música, é importante que lembremos, a princípio, da origem desta arte maravilhosa, que não foi outra, senão o louvor ao próprio Deus, conforme nos revela a própria história secular e a arqueologia. Partindo desse princípio, não é difícil imaginar que Satanás, usurpador nato, usaria de todos os meios para corromper esta forma de expressão, naquilo que de mais maligno e profano se possa imaginar, e é exatamente este o quadro que contemplamos hoje, quando ouvimos o que se tem produzido em termos de música. Enquanto isso, não sei se por ingenuidade ou pura inconseqüência e irreverência, há aqueles que acreditam e defendem que se colocar um rótulo “gospel” ou “evangélico” nesse subproduto, então estará estancado seu processo de corrupção, e como resultado, tem-se então uma música adequada para o louvor e a adoração do Santo Deus. Um exemplo clássico é o rock n’ roll, ritmo surgido na década de 50 que virou uma cultura, cuja mensagem vai da rebeldia, falta de restrições morais, sexo livre, drogas, violência, suicídio ao próprio satanismo. Geralmente ouvido em alto volume, leva seus ouvintes a um estado hipnótico, com perda do discernimento e afloramento dos mais vis e perversos sentimentos humanos.
Então, nos perguntamos mais uma vez: seria de fato este um ritmo adequado para o louvor, bastando que apenas se substitua suas letras profanas por outras que falem de Deus e do seu amor?! Seria possível reciclar esse lixo da cultura ímpia sem que o produto final tivesse sequer o menor resquício de sua essência maligna, para ofertá-lo ao próprio Deus?! E sendo tudo isso possível, ainda nos perguntamos, seria necessário? Pois se a igreja em seu período mais áureo jamais precisou lançar mão de tais recursos e ainda assim seguiu louvando ao Senhor com beleza, pureza, reverência e santidade!
Assim, porque trazer tais ritmos para dentro da igreja? Para atrair os que gostam dele? Ora, então a igreja também teria de abrir “bares gospel”, para atrair os bêbados; produzir material pornográfico para atrair os impuros, e tantos quantos outros departamentos que correspondessem às expectativas dos ímpios. Há ainda aqueles que argumentariam: um ritmo assim no louvor, nos faria ser mais bem aceito pelos demais, pois nos aproxima do seu tempo e cultura...Mas, basta ler João 15:19-20 para se perceber claramente a falta de nexo desse argumento. Além dos que argumentam ter uma motivação digna para adotar tal estilo de louvor, como se os fins justificasse os meios, há ainda aqueles que simplesmente curtem por lhe parecer agradável; então nesse ponto fica uma dúvida no ar: o que uma música agressiva, violenta, ensurdecedora, cujos instrumentos praticamente impossibilitam a inteligibilidade da voz e causa um efeito psicológico de agitação e euforia, tem em comum com o caráter cristão?!
São questionamentos que devem ser levantados dentro da igreja, sempre à luz das Sagradas Escrituras, para que a conduta do nosso louvor continue tendo como fonte de orientação e inspiração os princípios bíblicos e o exemplo de santos homens de Deus.
Jânio Clever